Não tem como disfarçar,
Já não existem mais
Sapos como antigamente,
Daqueles que deixavam de ser príncipes,
E eram só inexperientes,
Feios pulando na água sem saber o que sente.
Agora já era!
Explodiu!
Bem que a gente queria
Encontrar sapo sadio,
Mas só tem sapo de Chernobyl.
Vem pulando na água
Já toda contaminada
Com uma energia invisível que mata
Aos poucos sem percebermos nada,
Só depois a força acaba
Se descobre a doença rara.
Não existe mais nem o sapo verde
Dos antigos contos de fada,
Agora, tem que ser conformada,
É psicose e neurose
Fora e dentro da água,
Ora ele pula, mas esconde a cara,
Esconde o vício, o transtorno,
Vergonha dos anfíbios,
Tem som esquisito.
Bem que se quis
Um sapo sadio,
Mas explodiu!
Só tem sapo de Chernobyl.
Depois que o DNA está destruído
Ninguém muda mais isso.
Não era nem dos contos de fada,
Mas esconde a cara,
Dentro e fora da água
Toda já contaminada
Com a energia que aos poucos mata.
Bem que se quis
Um sapo sadio,
Mas explodiu!
Só tem sapo de Chernobyl.