Linhas Paralelas, Arte e Literatura
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Textos

Não tem como disfarçar, 

Já não existem mais

Sapos como antigamente,

Daqueles que deixavam de ser príncipes,

E eram só inexperientes,

Feios pulando na água sem saber o que sente. 

 

Agora já era!

Explodiu!

Bem que a gente queria

Encontrar sapo sadio,

Mas só tem sapo de Chernobyl. 

 

Vem pulando na água

Já toda contaminada

Com uma energia invisível que mata

Aos poucos sem percebermos nada,

Só depois a força acaba

Se descobre a doença rara. 

 

Não existe mais nem o sapo verde

Dos antigos contos de fada,

Agora, tem que ser conformada,

É psicose e neurose

Fora e dentro da água,

Ora ele pula, mas esconde a cara,

Esconde o vício, o transtorno,

Vergonha dos anfíbios,

Tem som esquisito. 

 

Bem que se quis 

Um sapo sadio,

Mas explodiu!

Só tem sapo de Chernobyl. 

 

Depois que o DNA está destruído

Ninguém muda mais isso. 

 

Não era nem dos contos de fada,

Mas esconde a cara, 

Dentro e fora da água

Toda já contaminada

Com a energia que aos poucos mata. 

 

Bem que se quis 

Um sapo sadio,

Mas explodiu!

Só tem sapo de Chernobyl. 

 

 

Linhas Paralelas e Jamila Mafra
Enviado por Linhas Paralelas e Jamila Mafra em 19/01/2026
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